Dr. House responde

Todo mundo conhece aquele sujeito ou sujeita que faz de tudo pra tomar uma patada. Aquela pessoa que, mesmo na inocência, provoca os outros até o limite da paciência e recebe como troco uma bela de uma invertida. Para os causadores involuntários de problema, eis aqui uma solução: um Dr. House virtual que responde às perguntas e conversa com o internauta.

Quem assistiu a pelo menos um episódio* do seriado do médico ranzinza sabe do que eu estou falando: grosseria a granel e diagnósticos certeiros são a especialidade do cara.

Pensando nos pacientes dependentes do Google e Wikipedia para fins de auto-medicação e alimentação da paranóia, ou até mesmo nos carentes que procuram um médico só pra bater papo e reclamar da vida, a Fox americana desenvolveu esse joguinho em que você pergunta e o Dr. Gregory House responde! O avatar é a cara do Hugh Laurie e as respostas são retiradas de falas do seriado. Sério, faça uma pergunta. Só não reclame se ele devolver, cheio de sarcasmo, um “o quê? Você quer um abraço?”.

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* Tem aquela teoria de que quem assiste a um episódio de House assiste a todos, já que nestas quatro temporadas completas - a quinta estréia hoje nos Estados Unidos - a estrutura dos roteiros tem sido rigorosamente igual. Tão idêntica que até fizeram um gerador automático de episódios de House (não tão high-tech quanto o finado gerador de letras do Engenheiros do Hawaii), se liga.

(dica do Marcus Nunes)

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Recordar é viver

Se você curtiu bater um papo com o House, mas achou a conversa muito repetitiva, experimente conversar com o Paul McCartney pra uma dose a mais de simpatia no seu dia. Altamente recomendado.

Noel’s blogging

Somebody mentioned the ‘B’ word today! That’s outrageous, I never heard of hearing such a thing!! This isn’t a blog. A blog is for someone who’s got no mates (I’ve got more than a dozen, and that’s a fact) or who’s in a band that no one can remember hearing of”.

O autor da pérola acima é ninguém menos que Noel Gallagher. Sim, o líder do Oasis mantém um blog diário de viagem chamado “Tales From The Middle of Nowhere” no site oficial da banda.

Diariamente, Noel posta suas impressões sobre a atual turnê mundial do Oasis, agora passando pelos Estados Unidos. Nos pequenos posts textos que assina como General Dread (ou GD), Noel relata os bastidores, passagens de som, papos com Ryan Adams - que está excursionando com eles - e encontros com fãs… desde o cara que o abordou em Londres para falar que ia ao show do Oasis com o avô, passando pelo casal que perdeu a apresentação deles em Winnipeg por causa do casório até o bêbado que confundiu o Noel com o Jack White.

Os textos são curtinhos, mas deliciosos. Noel, como era de se esperar, trata os assuntos com a mesma língua ferina que sempre usou para dar suas polêmicas entrevistas. Para ler, é necessário se cadastrar.

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Não por acaso, o último post foi publicado no dia do show em Toronto, quando um maluco invadiu o palco e deu um empurrão no Noel que jogou o cara longe, no meio do refrão de “Morning Glory”. Será que o bêbado fã de White Stripes teria ficado sentido quando descobriu que o Noel não era o Jack White?

O mais bizarro é que o post começa com uma profecia: “Hmmm..got a festival tonight. The V Fest in Toronto. I have a bad feeling about it”. E olha o resultado do “bad feeling” aí embaixo.

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E já que o assunto é Oasis, o clipe do novo single - “The Shock Of The Lightning” - já tá rolando e a música - como sempre - é ótima!

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Como os irmãos Gallagher adoram uma referência, dá uma olhada no começo do clipe e na capa do “Hot Rocks” dos Rolling Stones:

(dica do Esch)

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Ah, sim, e para os que não sabem, não têm saco de ler um blog em inglês ou simplesmente não estão a fim de fazer cadastro em mais um site, aviso logo que um fã de Oasis com muito tempo disponível - e pouca roupa para lavar - está traduzindo os posts do Noel aqui, ó.

Homens ao mar!

Quarta-feira é um diazinho-cão. Ou representa um dia ingrato para quem trabalha ou uma noite morta para quem quer se divertir. Pois a partir desta quarta o cenário carioca muda e uma nova - e rara - opção de diversão aporta na (ainda não interditada) Casa da Matriz: a festa Barracuda.

Celebrando a diversidade musical, os DJs botafoguenses Lucio Branco e Marcelo Callado, da Trepidante, assumem a cabine da pista 1, tocando o lado B do rock de todos os tempos. Enquanto isso, Juca e Matias Maxx levam a Tarja Preta Sistema de Som para a pista 2 e prometem encher o ambiente com grooves do terceiro mundo (ou Boogaloo, Big Bands, Ska-Jazz, Latin-Jazz, Latintronica, Reggaeton, Pancadão e Balkan Beats, se você precisar de rótulos).

O som começa às 23h. A Casa da Matriz fica na Rua Henrique de Novaes, 107, em Botafogo e a entrada custa R$ 16 e R$ 12 (com a filipeta abaixo impressa).

Rock & Totem

Nessa época do ano começa o fogo no rabo dos cinéfilos cariocas. O motivo? A aproximação do Festival do Rio. Sim, o badalado festival de cinema que faz a galerinha roer as unhas de ansiedade enquanto lê as sinopses dos trocentos filmes que serão exibidos na cidade. Aí todo mundo faz suas enormes listas, madruga pra enfrentar as enormes filas e comprar zilhares de ingressos na esperança de que assistir a mais de 50 filmes em duas semanas vá mudar suas vidas pra sempre.

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Em seis anos de Rio, conto nos dedos os filmes que peguei no festival: um. Na edição do ano passado tomei coragem pra descer 12 andares de escada num dia sem luz no meu prédio e debaixo de chuva fui até o quase-extinto Palácio para ver Science of Sleep, do francês Michel Gondry (ou MAIQUEL GÔNDREI, como ouvi uma anglicista falando). Dei sorte… segui minha intuição de que o filme não seria exibido no circuito comercial e acertei. O filme é maravilhoso.

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E já que o assunto é cinema, o que me deixou bem interessadinha foi a segunda edição da mostra de cinema Rock & Totem. Como eu já disse antes, não bastava fazer cada coleção mais incrível que a outra sempre inspiradas em movimentos musicais, o simpático Fred D’Orey, criador da Totem, ainda toma iniciativas como essa. De quarta a domingo, o espaço do Senac de Copacabana exibe gratuitamente (ou em troca de um livro infantil, como queira) 11 filmes sobre música com show bônus do Vulgo Qinho e os Cara (que me provam que banda brasileira não sabe escolher nome) na abertura.

“All My Loving”, “Groupies” e “Born to Boogie” já estão na minha lista. A programação completa você confere no site oficial do evento.


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Coincidentemente, a Lilian indicou um blog de downloads de filmes underground que tem um acervo sensacional de filmes de música. Rock, folk, blues, punk, cinebiografias… tá tudo lá, no Arapa Rock Motor.


Você é, mas e ele?

Isso aí em cima é a capa do primeiro disco solo do ex-Hermano Marcelo Camelo, “Sou”. Antes que você pense que a Liv fã de Los Hermanos struke back e resolveu fazer uma resenha do trabalho daquele que já foi líder de uma das bandas queridinhas da sua adolescência, aviso logo que não me dei e não pretendo me dar este trabalho. O último álbum dos cariocas, o tal do “4″, me traumatizou o suficiente pra que eu quisesse passar longe de qualquer registro sonoro posterior vindo deles. Confesso que não consegui… ouvi uma das músicas novas e, bom, deixa pra lá que esse não é o assunto do post.

Quando o álbum foi disponibilizado na Internet, a primeira coisa que eu reparei foi que resolveram usar a mugshot do Camelo como foto de divulgação - qual foi a do delito eu não sei, mas que isso é foto de delegacia, só pode. A segunda, mas não menos importante, foi a palavra “nós” colocada de cabeça pra baixo formando “sou”, em tipografia e papel de jornal, que estampa a capa do disco. Cheguei a ficar emocionada com o resultado, tão simples, mas tão bonito. Aí que fui avisada que o pai da obra se chama Rodrigo Linares, amigo do querido Dahmer e de meu excelentíssimo namorado.

Linares tem o jornal como matéria prima e, curiosamente, descobri que ele é jornalista, meu veterano. Das páginas frágeis, ele tira palavras que formam poemas, pedaços que viram mandalas - pequenas, médias, enoooormes - e dá um sentido diferente àquele amontoado de papel que vai pro lixo após a leitura. Infelizmente, o Linares não tem um site com registros da obra dele, mas só de ver o que saiu sobre ele aqui e ali dá pra ter uma idéia do trabalho.

Twitter: 1 ano

ou “Conclusões sobre o Fantástico Mundo do Microblog”

Em meados de agosto do ano passado, O Twitter ainda estava prestes a se tornar a febre que hoje é. Se você ainda não foi contaminado pelo vírus do micropost, dá uma olhada na terceira coluna à direita e veja do que eu estou falando. Se você se interessar por assunto, é só prosseguir…

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Pois então. Em quase 400 dias de uso, acho que já sou capaz de responder à pergunta primordial de todo mundo que é apresentado ao site: “Pra quê serve esse troço?”.

Pelo menos para mim, o Twitter tem sido um ótimo meio de receber links, seja sobre coisas sérias ou com as mais novas palhaçadas da Internet, seja sobre política ou sobre cultura, além de sempre me deparar com rápidas e boas dicas sobre tudo e ler pequenos pensamentos das pessoas que interessam - no caso, aquelas que eu sigo.

Fora que no Twitter eu despejo as idéias que não me motivaram o suficiente para vir aqui, me logar e escrever um post. Lembram dos posts curtos e grossos do Go to Heaven? Pois é, sumiram.

Mas o melhor do Twitter MESMO é a rapidez com que as informações são passadas e repassadas e acabam se espalhando, além de servir para encontrar pessoas dispostas a te ajudar com aquela dúvida, aquela necessidade de primeira hora ou mesmo para trocar risadas e as mais variadas impressões sobre a vida. Sem tomar muito tempo do seu dia para isso, que fique claro, porque procrastinação é feio e não paga as contas.

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Micro-comédia da vida privada

Não posso esquecer de outra função básica do Twitter na minha vida: aquilo ali é um belo depositório de reclamações. Equivale àquela vontade de gritar que bate quando alguma coisa tá irritando e, logo depois de botar pra fora, rola aquele alívio. “Pronto, passou”.

Mais rápido, mais simples e mais barato que terapia. Além de ser mais discreto que um grito, convenhamos.

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Se vira nos 30. Quer dizer, nos 140

Em um ano, minha conta no Twitter registra mais de 2,2 mil atualizações (sim, eu falo bastante), 680 followers e 228 seguidos. Seguiria mais, se tivesse mais tempo para dar conta de ler tudo o que chega em tempo real. Um dos contras do Twitter é esse: o volume de informação é tanto que você tem que se policiar para não exagerar no número de amiguinhos e acabar perdendo o rumo das coisas.

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A idéia inicial deste post era também compilar algumas das mensagens nonsense e pensamentos aleatórios que publiquei por lá nesse meio tempo, mas a baleia - simpático bichinho que te avisa que o sistema está problemático e tem até fã-clube - me lembrou que só é possível ver as atualizações mais recentes, nada de arquivos do passado… fazer o quê?

Not Safe For Work

Aviso: o título deste post é sério, favor não clicar nos links contidos abaixo em ambiente família e/ou de trabalho a fim de evitar constrangimentos e/ou demissões por justa causa, caso você trabalhe em um orfanato ou em alguma instituição ligada à Igreja Católica. Depois não digam que eu não avisei.


Enfim, seguindo em frente.

Os fãs do RedTube e quetais que me desculpem, mas salvo raríssimas exceções que realmente curtem - cujos exemplares confesso desconhecer - a pornografia explícita contida nos sites de sacanagem não é exatamente atraente para o público feminino. E creio que a explicação para este fenômeno seja bastante simples: mulher tem, atrelado a cada um de seus cromossomos XX, a predisposição para a gongação do visual alheio.

Como entrar no clima de um filme pornô quando o que se vê na tela geralmente é um desfile de raízes de cabelo mal pintadas, tatuagens de presidiário, canastrice suprema, corpos besuntados, unhas gigantescas (que faz toda e qualquer mulher perguntar “e não machuca?“) e caras de, erm, hmmm… atrizes pornô?! Com tantas distrações, fica difícil se ater ao foco.

Pois na onda do tal do alt porn - mais um rótulo imbecil que define a pornografia mais… classy com pessoas mais, bem, alternativas - têm pipocado vários blogs dedicados às imagens de casais fazendo aquilo que seu pai e sua mãe fizeram pra te conceber. E antes de fazer essa cara de pavor, esqueça a imagem mental ruim e tenha registrado que as fotos são, em sua maioria, lindíssimas. Além de, mais importante, surtirem efeito comprovado no público-alvo deste post: o feminino. Inspiração pra quem gosta de foto e pra quem gosta de sexo, taí o Le Chagrin, que não me deixa mentir. Homens e mulheres como eu e você - ou não, mas certamente mais compatíveis com a realidade próxima que a nova Trixxie Hot da vida.